BIBLIOGRAFIA ANOTADA

Este trabalho tem como objetivo elaborar uma bibliografia anotada sobre elearning nos Estados Unidos da América. Pesquisaram-se artigos científicos sobre o tema de autores americanos ou que exerçam funções em Universidades Americanas.

Consideram-se os quatro artigos relevantes por cumprirem os critérios solicitados de proveniência e de caráter científico.

1. Artigo de:

Hillen, S.; Landis, M. (2014). Two Perspectives on E-Learning Design: A Synopsis of a U. S. and a European Analysis. International Review of Research in Open and Distance Learning. 15: p.199-225. DOI:10.19173/irrodl.v15i4.1783

Estas duas autoras procuraram fazer um estudo comparativo sobre o design de e-learning decorrente de duas tradições educacionais: os Estados Unidos da América e a Europa. Chama a atenção a questão de investigação que é: Em termos gerais, que tipos de pedagogia, modelos de design instrucional ou modelos didáticos são estabelecidos e propostos para o design de e-learning nos dois continentes? As duas investigadoras analisaram vários artigos e textos num esforço para identificar as abordagens proeminentes em suas respetivas regiões. O estudo é elaborado em três partes:
i.Apresentação das filosofias educativas que têm orientado o desenho do e-learning em cada continente;
ii.Discussão das teorias específicas sobre a aprendizagem que influenciam o design do e-learning;
iii.Estudo do design de e-learning, que surge de estratégias instrucionais inovadoras.

As investigadoras focaram a sua análise comparativa nas interações entre alunos, professores e o assunto, respetivamente, que são apoiados, habilitados ou guiados pela tecnologia eletrónica. A análise resultante de mais de 200 documentos consultados traz à tona não apenas como os valores que sustentam o desenvolvimento do e-learning em cada região diferem, mas também como as perspetivas específicas influenciam os respetivos campos. Os pesquisadores reconhecem essas diferenças, mas também observam a simbiose histórica e contemporânea que persiste mesmo nesse campo relativamente novo do e-learning. Como conclusão principal reconhecem filosofias educacionais orientadoras comuns (behaviorismo, cognitivismo e construtivismo), diferentes pressões e valores políticos influenciaram a progressão das abordagens de design de e-learning em cada região. O design recente de e-learning nos Estados Unidos parece ter sido guiado por objetivos relacionados às competências dos alunos em competências básicas e prontidão profissional. A Europa parece ter mantido uma lealdade central ao desenvolvimento para o indivíduo como um todo.
Comentário: considera-se que este artigo é relevante por ser um trabalho de analise comparativa dos dois sistemas em vigor nos EUA e na Europa, sendo que nos EUA se trabalham mais as competências para o mercado de trabalho enquanto na Europa se trabalha todas as vertentes do individuo.


2. Artigo de:

Roumell, E. A., & Salajan, F. (2014). A Comparative Analysis of E-Learning Policy Formulation in the European Union and the United States: Discursive Convergence and Divergence. doi: http://dx.doi.org/10.1086/674095
Neste artigo, os autores tiveram como objetivo principal desenvolver um quadro que compara o conteúdo e os propósitos da política de e-learning (tendo em conta um modelo "federal") da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos (EUA) a fim de determinar tendências, padrões e pontos de convergência e divergência entre os anos 1994-2010.
Os autores definem o conceito de e-learning tendencialmente quanto a um mecanismo para a integração das Tecnologias da informação e Comunicação (TIC) no ensino e na aprendizagem. Contudo, esta encontra-se instrumentalizada na política através da disponibilização e apoio dos i) sistemas; ii) processos; e iii) produtos que tornam tal integração possível.
Comentário: compulsados os dados analisados, ficou patente que ambos os órgãos estão a responder a condições globais semelhantes. Nos diferentes prismas, aplicam definições e enquadramentos semelhante para justificação da política de e-learning e dos incentivos à integração dos mecanismos e das TIC nos sistemas educativos.
Pese embora as políticas traçadas, o foco e ênfase nesta temática varia devido às diferenças estruturais entre os regimes governativos. Ambos tentam estabelecer um quadro político abrangente e sugestivo que forneça definições, linguagem e propósitos comuns. Contudo, a política dos EUA serve ideais e propósitos nacionais, enquanto a política da UE visa a integração regional e uma cooperação mais estreita entre os Estados Membro.
Enquanto nos EUA, o governo federal exerce um controlo mais rigoroso e efetivo da implementação de políticas sobre os estados, na UE, os órgãos governativos recorrem a uma abordagem suave, persuadindo os Estados Membros.



3. Artigo de:

Romuell, E.; Salajan, F. (2016). The Evolution of U.S. e-Learning Policy: A Content Analysis of the National Education Technology Plans. Educational Policy. 30(2): p.365-397. DOI:10.1177/0895904814550070
Este artigo escrito pelos mesmos autores ao artigo anterior, teve 3 objetivos principais:
i.expandir as revisões existentes de 20 anos de política de tecnologia educacional nos Estados Unidos,
ii.realizar uma análise de conteúdo empírico dos quatro documentos do Plano Nacional de Tecnologia da Educação (NETP) emitidos pelo Departamento de Educação desde 1996,
iii.fornecer uma análise dialética da evolução da política de e-learning dos EUA.
Pretenderam realizar uma análise e interpretação do desenvolvimento da política de e-learning dos EUA. Foi utilizada a análise de conteúdo nos quatro relatórios identificado e elaborados pelo departamento de Educação dos Estados Unidos desde 1996 e revelou que, como os Estados Unidos pretendem restabelecer seu papel de liderança internacionalmente, com foco na competitividade global. Demonstra que é urgente a política de e-learning e elaborar uma reforma geral da educação melhorando a política de tecnologia educacional. Por meio de uma análise dialética, as tensões endêmicas dentro do discurso do NETP tornam-se aparentes nas visões concorrentes da educação como um meio de conferir fluência económica e mobilidade aos indivíduos dentro da sociedade.
Comentário: com a leitura deste artigo ficamos com um contexto histórico sobre a evolução do conceito de e-learning bem como sua implementação e legislação nos EUA até 2011. Considera-se um artigo relevante pela sua exaustiva descrição da evolução da política de e-learning nos EUA até aos nossos dias.

4. Artigo de:
Simmons, L., Simmons, C., Hayek, M., Parks, R., & Mbarika, V. (2012). A Cultural Comparison of Trust. Decision Sciences Journal of Innovative Education, 10(4). doi: https://doi.org/10.1111/j.1540-4609.2012.00362.x
Os autores evidenciam a emergência do e-Learning e o aumentado significativo da experiência da aprendizagem à distância, aplicando uma estratégia de tecnologia social que inclui mistura de novas tecnologias e informações pedagógicas. O estudo é elaborado em três partes:
ii. Revisão de literatura e Formulação da estrutura das hipóteses;
iii.Análise do modelo estrutural entre os Estados Unidos e o Equador;
iv.Discussão de resultados e identificação das limitações bem como de possíveis estudos futuros.
A fim de contribuir para o sucesso do e-Learning estudantil, os autores testaram um modelo de antecedentes de confiança com estudantes de licenciatura online, correlacionando os resultados da aprendizagem com a confiança nos estruturas e processos das tecnologias de Informação (TI). Os estudantes de e-Learning requerem o apoio das tecnologias de informação e confiança nessas tecnologias para se sentirem satisfeitos com a sua aprendizagem e perceberem que terão um resultado positivo recorrente da aprendizagem.
Este estudo considera o efeito da cultura, comparando a confiança e satisfação dos estudantes americanos e latino-americanos, nas tecnologias do e-Learning.
No estudo são ainda referidas algumas possibilidades futuras de estudo, bem como as suas implicações para os investigadores e professores de ensino superior.
Comentário: O artigo faz uma ligação desde a génese do e-Learning nos Estados Unidos, há mais de cem anos, quando materiais baseados em correio eram usados para permitir que estudantes fizessem cursos afastados da universidade, até à data da elaboração do estudo. Já à data era perspectivado um crescimento desenfreado da aprendizagem online (e-Learning) em organizações e instituições académicas.
Ao realizar o estudo em dois países que diferem em termos de cultura nacional, de poder e individualismo, foi possível apurar que a cultura direta tem impacto significativo na confiança depositadas nas Tecnologias de Informação e Tecnologias de aprendizagem. A cultura também muda significativamente a força da relação entre confiança e satisfação.
Este estudo é uma tentativa de investigar o processo de confiança na construção do relacionamento entre o aluno e o artefato de TI que é a ligação entre o aluno e o curso.

Trabalho realizado por Carolina Oliveira Santos e Pedro Marques Videira. 


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